O Sequestro

O Sequestro ou Kidnap é um longa atual, e recente nos
cinemas. O filme é terrivelmente mal dirigido por Luis Prieto. Com um péssimo
roteiro feito por Knate Gwaltney. E com uma equipe de produtores gigantesca.
Que influenciou na execução de filme. Esses produtores são: Bill Johnson XI;
Colin Bates; Elaine Goldsmith-Thomas; Erik Howsam; Halle Bery; Jim Seibel; J.M
Logan; Joey Tufaro; Lorenzo di Bonaventura; Mike Drake; Steven J. Brown.
Distribuidora é H20 Filmes. Duração em torno dos 95 minutos. Os estúdios são 606 Films, Di Bonaventura Pictures, Gold Star Films.
A sinopse pode ser descrita dessa forma. Uma mãe solteira simples, que tem um
emprego simples. Por, todavia tem muito amor e apego por seu único filho. Em um
dia comum de trabalho pede para seu chefe uma tarde para que possa brincar com
seu filho no parque. Mas essa ida ao parque mudaria sua vida dali em diante. É
meus amiguinhos desalmados note que a premissa é boa, porém...
O gênero é confuso para determinar, mas diria que anda entre ação, perseguição, drama e um suspense. Só que a proposta da produção era para ser mistério. Então, nisso eles falharam, de mistério não tem nada.
O enredo do filme, bom falando da parte mais técnica. É cheio de falha e furo. Sem dizer que tem muitas cenas "viajadas". Momentos de seu tio pentelho gritar: "isso é mentira, não quero assistir mais!". Bem nesse nível. Infelizmente tem personagens que aparecem e acabam não sendo utilizado. A sensação que eu tive que o diretor se perdeu durante a construção do filme e da historia. Outro ponto negativo é o excesso desnecessário de cenas. Pasmem o filme é curto, porém certas cenas não deveriam estar ali. Ou ao menos deveriam ser bem mais trabalhadas. Um último ponto sobre o enredo é a sensação de que tudo que a personagem faz é algo realmente idiota.
Sobre o aspecto da história. Creio que
não é para um público "Marvel". E sim para as mães ou mulheres que querem
ser mãe. Particularmente comigo, foi que
o filme teve cenas que te deixa confuso até o final. Tirando a sensação de final
previsível. E quando você termina de assistir se toca que a construção do
roteiro teve varias alterações até o fim. Por isso essa sensação.
Sobre os atos. Bom o filme começa com um prólogo que pode tender a ser muito
bom ou ruim, depende da sua paciência e capacidade de captar a ideia. Enfim, no
meu caso foi até bom. Várias cenas de quando o menino era pequeno, fazendo
coisas de crianças. E mãe sempre registrando. Até que aparece o nome do filme.
Basicamente é isso.
Sobre o primeiro ato, achei curto e confuso. O que ocorre de forma detalhada. É
a cena do cotidiano da mãe. Porém passa tão rápido, e tudo ocorre de forma
muito confusa. Quando você der conta
quem são os personagens eixo do filme. Já começou o sequestro. Fora que não há
um tempo suficiente para criar uma simpatia ou empatia pela mãe. No meu caso
foi mais fácil criar uma empatia pelo filho. Particularmente achei o menino uma
coisa fofa. Porém ele nem aparece
direito em toda história. Só nesse ato e o no último. A transição de atos é
confusa, você não sabe se é no inicio do sequestro ou durante, a fuga dos
bandidos.
O segundo ato do filme, bem típico dos filmes é onde a história em si se desenvolve. Mas esse filme conseguiu deixá-lo cansativo e sem nenhuma empolgação. Sem dizer que desenvolveu a história, porém de forma preguiçosa. Você sente que aquilo se arrastou ou talvez possa ser que cenas foram cortadas. E ficou uma porcaria de ato. Sendo que o filme gira em torno da mãe. Tudo bem, a mãe precisa ir atrás do seu filho. Mas lhe pergunto cadê o pai? Ele nem aparece fisicamente. Sua presença é por comentários feitos pela mãe e no máximo telefonemas. Onde quero chegar nisso? É a falta de outros personagens que impacta de forma negativa. De fato que basicamente nessa divisão só tem a protagonista produzindo seus próprios diálogos. Diga-se de passagem que não é nenhum pouco filosófico. O final de ato para o último é um alívio e sensação de "ah esse filme ainda tem algo de bom pra apresentar"
E Realmente teve e foram momentos bons no terceiro ato. Nele houve uma sutil mudança de gênero, indo de ação para suspense. E houve momentos que me fizeram levantar da cadeira. Nesse momento eu já estava simpatizado com a mãe, porém com raiva pelas suas escolhas. Enfim, talvez você nem chegue a se importar tanto. Mas perceberá que essa mudança de ritmo melhorou subitamente. E por causa disso fica ainda bem mais notório que a proposta do filme é boa, excelente. Porém a execução foi horrível, construção de toda trama foi péssima! Vale ressaltar um detalhe é a transformação da mãe, caso você queira assistir (não recomendo) note isso! O final não é tão previsível, e os motivos já foram ditos.
Um detalhe é que nesse filme o sentimento é um personagem, não no sentido literal, porém figurado. É pouco dos aspectos positivos que há na história. Uma maturidade desse nível. Ou pode ser coisa da minha cabeça. Enfim, não poderia deixar passar isso em branco.
Enfim, de forma geral o enredo não é
o dos melhores, e muito menos divertido. Porém, talvez ele não seja feita para
jovens, sem deixar de dizer que é curto confuso e com frases ''beeeem''
clichês.
O elenco do filme é um quarteto, sendo que uma leva o filme nas costas. E
consegue ser horrível. Os coadjuvantes
são totalmente irrelevantes e desnecessários.
Essa personagem que tem as ''costas malhadas'' de tanto carregar o filme é
Karla Dyson. Os seus adjetivos são até encantadores. Uma mãe zeladora,
carinhosa, meiga, presente, determinada e implacável. É tudo isso é bonito em
uma pessoa, mas a insanidade e o excesso de inocência quebra tudo isso. Sua
funcionalidade no longa é ser meramente o eixo ''movedor''. No sentido em que
em todas as cenas ela está presente, ok é a protagonista. Porém boa parte ela
está sozinha tendo "diálogos sozinhos". Sem sentido. Halle Berry interpreta esse papel. Sobre
atuação dela estou despontado. E muito. Pois ela fez e participou de filmes
bons. Como o X-man, 007 por ai vai. Sem deixar de dizer que é uma atriz velha
nesse ramo. A atuação dela foi terrível, eu não conseguia sentir paixão no que
estava fazendo, e isso meus leitores. A depender da proposta pode ser grave.
Como nesse caso. Particularmente acredito que ela não queria se escalada nesse
papel, porém o cachê devia ser atrativo.
O outro protagonista é o filho dela, ''Frankie'' Underwood. Um politico mal que
manipulava todo mundo. Tá parei com as piadinhas. Frankie Dyson. Um menino
inteligente, fofo, simpático e educado. Isso que qualifica essa persona. Sua
funcionalidade nada mais é ser o eixo, o motivo de toda a saga começar. Ele é o
outro protagonista, mas com uma ''cara'' de coadjuvante. Que encarna esse
personagem é Sage Correa. Sua atuação é até padrão, chegando surpreende em
dados momentos. Pode perceber que ele sim estava afim e a vontade de fazer esse
papel.
Os antagonistas é um casal que vivem em região longínqua da cidade grande.
Podemos perceber que são caipiras estilo daqueles do Texas. Vale lembrar que
eles podem ser interpretados como um ser só. Um sendo a mente e outro o corpo.Enfim, o antagonista Terry. É corpo da dupla, sendo o que só excuta as ações da
mulher. Uma coisa muito irritante nesse personagem. Ele não fala hora nenhuma.
Ok ok, o personagem poderia ser
mudo. Certo, agora me explica em um filme, porque o vilão tem que ser mudo?
Qual a graça disso? E qual é a mensagem nisso? Bom, se tem eu não captei. Porém
deixarei que vocês julguem esse critério.
Suas características básicas são agressividade e impaciência. A
representação desse papel é feita por Lew Temple. Sobre sua atuação é até
aceitável. Porém não chega ser chamativo. É aquela máxima ''O trabalho mais duro que existe é não fazer nada. '' Isso
resume a atuação dele.
E por último do elenco, para fechar realmente com chave de ouro. Chris McGinn,
para os íntimos Ginn. E direto ao ponto, a atuação dela disparado aos seus
colegas é a melhor do longa. Ela consegue entregar quase perfeitamente toda
ideia do personagem com exímio. Todavia, ela peca muito no terceiro ato, mais
para o fim dele. Sobre o intérprete é a Margo. Sua personalidade é de uma
mulher forte, inteligente e muito ''maquiavélica''. A sua função no filme é
elaborar e executar em dados momentos, todo o sequestro.
O cenário é preguiçoso e mal aproveitado. Basicamente se resume ao set de uma estrada e uma casa. Fora que você percebe o uso do fundo de verde. Não há mal algum utilizá-lo. Mas quando percebido tira a sua imersão. Nesse caso mais ainda. Tenho uma leve sensação que isso é culpa de baixo orçamento e ou falta de criatividade.
Trilha sonora é ausente ao ponto de você sentir falta dela. O caso é que se houvesse uma música nos momentos de ação, talvez melhorasse e o filme não ficaria cansativo e chato. O diretor utiliza esse recurso bem, só lá no terceiro ato. Em momentos esporádicos. O figurino do filme é o mesmo o tempo todo, sem dizer que alguns personagens perdem sua personalidade devido às características básicas destes figurinos.
Efeitos especiais. Ai ai, realmente não quero discorrer sobre isso. Infelizmente era melhor eles não terem utilizado nenhum. Todos, sem exceção são péssimos. Tem cenas que você nota que é feita toda no computador e não foi ''renderizando'' direito. Realmente a impressão é que esse aspecto foi feito de forma corriqueira.
Cinematografia,
bom nesse aspecto o filme conseguiu... Ser pior ainda. O primeiro motivo é ''bayainismo''.
Só que eles ''defecaram'' mais ainda
usando essa técnica que não é uma das melhores. Que nada mais são que cortes no
momento de ação. Ao auge de ter cenas, com corte, tela escura, outro corte
outra cena e nesse loop até o fim da ação. Outro motivo é o foco da câmera. Ela
parece ser uma barata tonta. Honestamente, se havia algo subliminar nisso eu
não entendi. Mas o foco da câmera era horrível. Em alguns momentos apontava
para um rosto aleatório, depois para um canto desnecessário. Mas, teve só uma
cena que ela contemplou perfeitamente. Mas não salva o filme. Outro motivo, já
citado é falta de prender o espectador à tela. E por fim, mas sem ser o ultimo
motivo. É falta de variação de plano, de shoot. Acaba deixando tudo um ''pé no
saco''.
A fotografia é baseada várias vezes no ''plano holandês''. Uma explicação
rápida e simplória é quando você coloca câmera em ângulos diagonais com zoom.
Enfim, essa pratica é muito utilizada para demostrar confusão no personagem.
Mas nesse filme eles conseguiram errar até nisso. Utilizando essa técnica como
passagem de tempo. Só para mostrar o tempo passando em toda a perseguição que
ocorre. Sobre os filtros são péssimo, cenas de fim de tarde com filtros frios.
Em uma região aparentemente tropical. É um amadorismo tremendo!
Considerações finais. Podemos perceber que o filme não tem storyboard. Muito
menos uma organização. As ideias são confusas. O enredo é clichê e imaturo. A
direção é totalmente mal executada. O elenco péssimo, e sem dizer que mal
escolhido. Enfim não quero parecer arrogante, mas eu tento trazer e analisar na
minha ótica todos os aspectos do filme. E ainda mais dando dicas e
conhecimento. Enfim, de forma geral o filme poderia ser dito em uma frase: ''Uma excelente
proposta, porém uma péssima execução dela''. Essa é a verdade. Caso
você após ter lido tudo ainda sentir interesse, vai sabendo de todos os
defeitos. E caso seja para tirar a prova dos 9. Vale bem mais apena assistir IT
pela segunda vez.
A nota do filme, eu queria muito empurrar para um 5. Mas não tem como,
analisando todos os aspectos e tentando achar algum ponto que eleve essa
nota/pontuação. Eu sinceramente dou a esse filme 3,5. Mas essa nota é só pelo
ponto da proposta. Privadamente, se não fosse isso seria um zero. Ele nem serve para te distrair em um dia
estressante, só para passar raiva com as péssimas escolhas de Karla e a
execução do filme.
Escrito por: Tauan Santos
Obs: Enquanto eu estava terminando de escrever eu tive uma percepção. Sobre a
ideia de Terry ser mudo, realmente faz sentindo se analisamos na ótica dele ser
o corpo. O que só executa ordem. Então
acredito que a intenção do diretor era essa. Enfim é somente para não passar em
branco essa percepção. E não irá alterar a nota em nada.
Fontes: https://filmow.com/o-sequestro-t106933/ficha-tecnica/
https://cinemaeafins.com/2017/09/ficha-do-filme-o-sequestro/
Ficou curioso sobre IT? Temos a resenha/critica no nosso site. Clique aqui!
Ah, aproveita que o filme ainda tá em cartaz em alguns lugares!
