O Sequestro

29/09/2017

O Sequestro ou Kidnap é um longa atual, e recente nos cinemas. O filme é terrivelmente mal dirigido por Luis Prieto. Com um péssimo roteiro feito por Knate Gwaltney. E com uma equipe de produtores gigantesca. Que influenciou na execução de filme. Esses produtores são: Bill Johnson XI; Colin Bates; Elaine Goldsmith-Thomas; Erik Howsam; Halle Bery; Jim Seibel; J.M Logan; Joey Tufaro; Lorenzo di Bonaventura; Mike Drake; Steven J. Brown. Distribuidora é H20 Filmes. Duração em torno dos 95 minutos. Os estúdios são 606 Films, Di Bonaventura Pictures, Gold Star Films.

A sinopse pode ser descrita dessa forma. Uma mãe solteira simples, que tem um emprego simples. Por, todavia tem muito amor e apego por seu único filho. Em um dia comum de trabalho pede para seu chefe uma tarde para que possa brincar com seu filho no parque. Mas essa ida ao parque mudaria sua vida dali em diante. É meus amiguinhos desalmados note que a premissa é boa, porém...

O gênero é confuso para determinar, mas diria que anda entre ação, perseguição, drama e um suspense. Só que a proposta da produção era para ser mistério. Então, nisso eles falharam, de mistério não tem nada.

O enredo do filme, bom falando da parte mais técnica. É cheio de falha e furo. Sem dizer que tem muitas cenas "viajadas". Momentos de seu tio pentelho gritar: "isso é mentira, não quero assistir mais!". Bem nesse nível. Infelizmente tem personagens que aparecem e acabam não sendo utilizado. A sensação que eu tive que o diretor se perdeu durante a construção do filme e da historia. Outro ponto negativo é o excesso desnecessário de cenas. Pasmem o filme é curto, porém certas cenas não deveriam estar ali. Ou ao menos deveriam ser bem mais trabalhadas. Um último ponto sobre o enredo é a sensação de que tudo que a personagem faz é algo realmente idiota.

Sobre o aspecto da história. Creio que não é para um público "Marvel". E sim para as mães ou mulheres que querem ser mãe. Particularmente comigo, foi que o filme teve cenas que te deixa confuso até o final. Tirando a sensação de final previsível. E quando você termina de assistir se toca que a construção do roteiro teve varias alterações até o fim. Por isso essa sensação.

Sobre os atos. Bom o filme começa com um prólogo que pode tender a ser muito bom ou ruim, depende da sua paciência e capacidade de captar a ideia. Enfim, no meu caso foi até bom. Várias cenas de quando o menino era pequeno, fazendo coisas de crianças. E mãe sempre registrando. Até que aparece o nome do filme. Basicamente é isso.

Sobre o primeiro ato, achei curto e confuso. O que ocorre de forma detalhada. É a cena do cotidiano da mãe. Porém passa tão rápido, e tudo ocorre de forma muito confusa. Quando você der conta quem são os personagens eixo do filme. Já começou o sequestro. Fora que não há um tempo suficiente para criar uma simpatia ou empatia pela mãe. No meu caso foi mais fácil criar uma empatia pelo filho. Particularmente achei o menino uma coisa fofa. Porém ele nem aparece direito em toda história. Só nesse ato e o no último. A transição de atos é confusa, você não sabe se é no inicio do sequestro ou durante, a fuga dos bandidos.

O segundo ato do filme, bem típico dos filmes é onde a história em si se desenvolve. Mas esse filme conseguiu deixá-lo cansativo e sem nenhuma empolgação. Sem dizer que desenvolveu a história, porém de forma preguiçosa. Você sente que aquilo se arrastou ou talvez possa ser que cenas foram cortadas. E ficou uma porcaria de ato. Sendo que o filme gira em torno da mãe. Tudo bem, a mãe precisa ir atrás do seu filho. Mas lhe pergunto cadê o pai? Ele nem aparece fisicamente. Sua presença é por comentários feitos pela mãe e no máximo telefonemas. Onde quero chegar nisso? É a falta de outros personagens que impacta de forma negativa. De fato que basicamente nessa divisão só tem a protagonista produzindo seus próprios diálogos. Diga-se de passagem que não é nenhum pouco filosófico. O final de ato para o último é um alívio e sensação de "ah esse filme ainda tem algo de bom pra apresentar"

E Realmente teve e foram momentos bons no terceiro ato. Nele houve uma sutil mudança de gênero, indo de ação para suspense. E houve momentos que me fizeram levantar da cadeira. Nesse momento eu já estava simpatizado com a mãe, porém com raiva pelas suas escolhas. Enfim, talvez você nem chegue a se importar tanto. Mas perceberá que essa mudança de ritmo melhorou subitamente. E por causa disso fica ainda bem mais notório que a proposta do filme é boa, excelente. Porém a execução foi horrível, construção de toda trama foi péssima! Vale ressaltar um detalhe é a transformação da mãe, caso você queira assistir (não recomendo) note isso! O final não é tão previsível, e os motivos já foram ditos.

Um detalhe é que nesse filme o sentimento é um personagem, não no sentido literal, porém figurado. É pouco dos aspectos positivos que há na história. Uma maturidade desse nível. Ou pode ser coisa da minha cabeça. Enfim, não poderia deixar passar isso em branco.

Enfim, de forma geral o enredo não é o dos melhores, e muito menos divertido. Porém, talvez ele não seja feita para jovens, sem deixar de dizer que é curto confuso e com frases ''beeeem'' clichês.

O elenco do filme é um quarteto, sendo que uma leva o filme nas costas. E consegue ser horrível. Os coadjuvantes são totalmente irrelevantes e desnecessários.

Essa personagem que tem as ''costas malhadas'' de tanto carregar o filme é Karla Dyson. Os seus adjetivos são até encantadores. Uma mãe zeladora, carinhosa, meiga, presente, determinada e implacável. É tudo isso é bonito em uma pessoa, mas a insanidade e o excesso de inocência quebra tudo isso. Sua funcionalidade no longa é ser meramente o eixo ''movedor''. No sentido em que em todas as cenas ela está presente, ok é a protagonista. Porém boa parte ela está sozinha tendo "diálogos sozinhos". Sem sentido. Halle Berry interpreta esse papel. Sobre atuação dela estou despontado. E muito. Pois ela fez e participou de filmes bons. Como o X-man, 007 por ai vai. Sem deixar de dizer que é uma atriz velha nesse ramo. A atuação dela foi terrível, eu não conseguia sentir paixão no que estava fazendo, e isso meus leitores. A depender da proposta pode ser grave. Como nesse caso. Particularmente acredito que ela não queria se escalada nesse papel, porém o cachê devia ser atrativo.

O outro protagonista é o filho dela, ''Frankie'' Underwood. Um politico mal que manipulava todo mundo. Tá parei com as piadinhas. Frankie Dyson. Um menino inteligente, fofo, simpático e educado. Isso que qualifica essa persona. Sua funcionalidade nada mais é ser o eixo, o motivo de toda a saga começar. Ele é o outro protagonista, mas com uma ''cara'' de coadjuvante. Que encarna esse personagem é Sage Correa. Sua atuação é até padrão, chegando surpreende em dados momentos. Pode perceber que ele sim estava afim e a vontade de fazer esse papel.

Os antagonistas é um casal que vivem em região longínqua da cidade grande. Podemos perceber que são caipiras estilo daqueles do Texas. Vale lembrar que eles podem ser interpretados como um ser só. Um sendo a mente e outro o corpo.Enfim, o antagonista Terry. É corpo da dupla, sendo o que só excuta as ações da mulher. Uma coisa muito irritante nesse personagem. Ele não fala hora nenhuma. Ok ok, o personagem poderia ser mudo. Certo, agora me explica em um filme, porque o vilão tem que ser mudo? Qual a graça disso? E qual é a mensagem nisso? Bom, se tem eu não captei. Porém deixarei que vocês julguem esse critério. Suas características básicas são agressividade e impaciência. A representação desse papel é feita por Lew Temple. Sobre sua atuação é até aceitável. Porém não chega ser chamativo. É aquela máxima ''O trabalho mais duro que existe é não fazer nada. '' Isso resume a atuação dele.

E por último do elenco, para fechar realmente com chave de ouro. Chris McGinn, para os íntimos Ginn. E direto ao ponto, a atuação dela disparado aos seus colegas é a melhor do longa. Ela consegue entregar quase perfeitamente toda ideia do personagem com exímio. Todavia, ela peca muito no terceiro ato, mais para o fim dele. Sobre o intérprete é a Margo. Sua personalidade é de uma mulher forte, inteligente e muito ''maquiavélica''. A sua função no filme é elaborar e executar em dados momentos, todo o sequestro.

O cenário é preguiçoso e mal aproveitado. Basicamente se resume ao set de uma estrada e uma casa. Fora que você percebe o uso do fundo de verde. Não há mal algum utilizá-lo. Mas quando percebido tira a sua imersão. Nesse caso mais ainda. Tenho uma leve sensação que isso é culpa de baixo orçamento e ou falta de criatividade.

Trilha sonora é ausente ao ponto de você sentir falta dela. O caso é que se houvesse uma música nos momentos de ação, talvez melhorasse e o filme não ficaria cansativo e chato. O diretor utiliza esse recurso bem, só lá no terceiro ato. Em momentos esporádicos. O figurino do filme é o mesmo o tempo todo, sem dizer que alguns personagens perdem sua personalidade devido às características básicas destes figurinos.

Efeitos especiais. Ai ai, realmente não quero discorrer sobre isso. Infelizmente era melhor eles não terem utilizado nenhum. Todos, sem exceção são péssimos. Tem cenas que você nota que é feita toda no computador e não foi ''renderizando'' direito. Realmente a impressão é que esse aspecto foi feito de forma corriqueira.

Cinematografia, bom nesse aspecto o filme conseguiu... Ser pior ainda. O primeiro motivo é ''bayainismo''. Só que eles ''defecaram'' mais ainda usando essa técnica que não é uma das melhores. Que nada mais são que cortes no momento de ação. Ao auge de ter cenas, com corte, tela escura, outro corte outra cena e nesse loop até o fim da ação. Outro motivo é o foco da câmera. Ela parece ser uma barata tonta. Honestamente, se havia algo subliminar nisso eu não entendi. Mas o foco da câmera era horrível. Em alguns momentos apontava para um rosto aleatório, depois para um canto desnecessário. Mas, teve só uma cena que ela contemplou perfeitamente. Mas não salva o filme. Outro motivo, já citado é falta de prender o espectador à tela. E por fim, mas sem ser o ultimo motivo. É falta de variação de plano, de shoot. Acaba deixando tudo um ''pé no saco''.

A fotografia é baseada várias vezes no ''plano holandês''. Uma explicação rápida e simplória é quando você coloca câmera em ângulos diagonais com zoom. Enfim, essa pratica é muito utilizada para demostrar confusão no personagem. Mas nesse filme eles conseguiram errar até nisso. Utilizando essa técnica como passagem de tempo. Só para mostrar o tempo passando em toda a perseguição que ocorre. Sobre os filtros são péssimo, cenas de fim de tarde com filtros frios. Em uma região aparentemente tropical. É um amadorismo tremendo!

Considerações finais. Podemos perceber que o filme não tem storyboard. Muito menos uma organização. As ideias são confusas. O enredo é clichê e imaturo. A direção é totalmente mal executada. O elenco péssimo, e sem dizer que mal escolhido. Enfim não quero parecer arrogante, mas eu tento trazer e analisar na minha ótica todos os aspectos do filme. E ainda mais dando dicas e conhecimento. Enfim, de forma geral o filme poderia ser dito em uma frase: ''Uma excelente proposta, porém uma péssima execução dela''. Essa é a verdade. Caso você após ter lido tudo ainda sentir interesse, vai sabendo de todos os defeitos. E caso seja para tirar a prova dos 9. Vale bem mais apena assistir IT pela segunda vez.

A nota do filme, eu queria muito empurrar para um 5. Mas não tem como, analisando todos os aspectos e tentando achar algum ponto que eleve essa nota/pontuação. Eu sinceramente dou a esse filme 3,5. Mas essa nota é só pelo ponto da proposta. Privadamente, se não fosse isso seria um zero. Ele nem serve para te distrair em um dia estressante, só para passar raiva com as péssimas escolhas de Karla e a execução do filme.

Escrito por: Tauan Santos

Obs: Enquanto eu estava terminando de escrever eu tive uma percepção. Sobre a ideia de Terry ser mudo, realmente faz sentindo se analisamos na ótica dele ser o corpo. O que só executa ordem. Então acredito que a intenção do diretor era essa. Enfim é somente para não passar em branco essa percepção. E não irá alterar a nota em nada.

Fontes: https://filmow.com/o-sequestro-t106933/ficha-tecnica/
https://cinemaeafins.com/2017/09/ficha-do-filme-o-sequestro/

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Ah, aproveita que o filme ainda tá em cartaz em alguns lugares!

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