Dr. House - 1° Temporada

''É série para ter vários roteiristas e
diretores'', praticamente um diretor para cada episódio, e um roteirista para
cada arco, e pode ser algo danoso a série. Porém nesse caso nem tanto, beira
muito ao meio termo, apesar de ter 22 episodio essa primeira temporada tem
pequenos arcos bem trabalhados e construídos em torno do Brilhante e ranzinza
médico Dr House.
O enredo do seriado de forma mais técnica é algo incomum, porém comum também. Entenda,
a série foca em contar a história de um brilhante médico e sua rotina, que é um
cara amargurado e ranzinza. E no decorrer ele tem que lidar com essa falta de
empatia ao mundo com seus pacientes. Veja que a sensação de ser algo recorrente
e clichê da série está no fato dele ser um cara de meia idade ranzinza, isso é
muito visto em filmes infantis. Porém o incomum está nas motivações e traumas
que fizeram ele se tornar assim. Em suma, o enredo pega algo mais ou menos
clichê e acrescenta novas coisas, ou seja, repaginada.
Vale salientar que essa série é procedural, caso você não saiba eu explico isso
em uma outra critica, aproveita e dá uma olhada lá. Clique aqui. Enfim, para
quem me acompanha a um tempo sabe que não suporto muito esse estilo de série e
que acho um pouco cansativo e enjoativo, porém nesse caso é uma grande exceção,
pelo simples fato da proposta do criador de ser uma historia contando sobre a
rotina de um médico e mostrar todos os lados entre um médico e um
paciente. Então, obrigatoriamente ele
precisa seguir esse estilo, pois outro não faria sentindo algum.
Outrossim, é que a história principal é contada em vários momentos do episodio,
não seguindo aquela lógica irritante de focar 40 minutos em um caso diário,
mesmo que isso apresente e fortaleça características aos personagens. Ela
mostra durante vários momentos coisas realmente relevantes ao arco principal,
esse que é o diferencial, e isso uns dos fatos que torna a série tão
apaixonante.
Sobre a sua história nessa temporada, podemos dividi-lo em três grandes arcos,
que tem uma duração de 5 a 7 episódios. E cada um deles, com minha interpretação,
trabalham aspectos e áreas da vida do Dr House, exemplo é o arco final que fala
sobre seu passado amoroso e como House era.
Porém, acontece ganchos mais cedo sobre essas áreas em outros arcos, ou
seja, mesmo eles focando em uma área não quer dizer que outra área da vida do
protagonista não seja trabalhada, mesmo de forma sutil.
Sobre o primeiro arco, ele serve como apresentação geral mesmo, em si a
primeira temporada trabalha nisso, e ela é bem pretensiosa nisso pois pensando
naquela época, eles (diretores e roteiristas) acreditaram que essa série
vingaria. Em conclusão vigou. Enfim, essa mini história contada em vários
episódios só mostra basicamente o ritmo de como será a série e como funcionará
cada episódio, mostra a habilidade de dedutiva e observatório de Gregory House.
Eu particularmente adoro essas deduções dele, me lembra muito Sherlock Holmes, talvez esse aspecto foi inspirado nas
histórias de Arthur Conan Doyle.
Além disso temos o segundo grande arco, que foca muito na questão profissional
de House, e sejamos sinceros isso é notório desde o primeiro episódio. Pelo
simples fato de um médico com um aspecto de velho, sem cuidar muito da sua
aparência sem os principais instrumentos básicos de um médico, estetoscópio e o
jaleco branco. E sem se importa em pegar
casos que considere comum, ou seja, o fato de pegar casos extraordinariamente
incomuns e raros. Somando tudo isso olhando como uma pessoa de fora, podemos
concluir que ele não é um bom médico com esses quesitos. Contraditoriamente ele
é excelente em resolver casos raros e de difícil diagnostico. Então podemos
entender o embate desse segundo arco, de forma superficial é claro. O fato é
que no meio da temporada entra um personagem novo, um empresário que investe no
hospital e que quer tocaá-lo ele como uma empresa, de certa forma não acho
errado esse ponto de vista. Em suma,
será esse novo personagem, Edward Volger contra o Dr House sobre esse aspecto.
E por fim temos o grande terceiro arco, de maior importância. Porém não só os
únicos, enfim, esse é basicamente o exemplo dado. Segue no âmbito do amor, do
coração. Para aqueles que acham que pessoas ranzinzas não amam, o doutor mostra
ao contrário. Pra mim sem duvida é melhor de todos e uma história bem montada
pelos roteiristas. Apesar de que nunca é um escrevendo os arcos e sim uma
variância e isso é impressionante como eles conseguem dá o mesmo aspecto do
anterior e manter a constância do episódio.
Como funciona cada episódio? Bom segue uma ideia simples, mostra uma pessoa
vivendo a vida de um jeito, como nanando ou jogando bola ou conversando. De
várias maneiras, e de repente ela sofre algum ataque ou começa sangrar por um
lugar que não deveria. E depois vem a vinheta, que para mim é bem marcante,
adoro aquela musiquinha. E depois entra o episódio em si. Bom a construção dele
é padrão de uma história, a introdução segue a linha de alguém tentar convencer
o House pegar o caso. O desenvolvimento é os cuidados do paciente tendo
primeiramente um lapso de melhora e logo uma piora surpreendente. E a conclusão
é quando depois de algumas tentativas e erros de diagnóstico, os médicos
acertam o diagnóstico finalmente.
Provavelmente você está se perguntando como não se enjoar disso. E eu
lhe responde meu jovem ranzinza, cada paciente trás consigo algo básico do ser
humano. Nossa bagagem. Dentro dela nossa personalidade, crenças e medos. Além
do mais, apesar do arco principal, eles trabalham sobre preconceitos como
racismo, ''gordofobia'', homofobia em situações curiosamente comuns ou não tão
comuns assim. E é claro que de 22 episódios tem coisas que ficam a desejar. Mas
no panorama geral todas essas sub tramas e mini arcos de um só episódio, são
bem trabalhados.
O Elenco principal é relativamente pequeno. Porém o elenco de forma geral é
grande porque existem inúmeras participações de atores e atrizes de diversos
estilos de filme. E até pessoal que está ingressando no mundo cinematográfico.
Então esses coadjuvantes que fazem o papel de pacientes e acompanhante em cada
um dos episódios podem ser interpretados como um ''corpo'' só. É claro que cada
um tem sua eventualidade positivas ou negativas, porém se for falar de cada um,
essa resenha/critica ficará quilométrica. Sejamos justos eu irei dar as menções
honrosas para alguns.
Os que mais se destacaram, obviamente foram os que mais apareceram na temporada
e poderão demonstrar o seu trabalho. O resto, bom fica complicado analisá-los
em momentos esporádicos de um episódio de 40 minutos. Se ao menos fosse bem
maiores suas participações com certezas eu falaria deles. Enfim, a primeira é a
atriz Sela Ward que interpreta Stacy Warner. E tem uma grande relevância na
história e aparece no último grande arco. Sua grande atuação está na relação
entre Stacy e o Gregory, pois ela consegue de certa forma transmitir algo mais
''palpável''. Em outras palavras torna a empatia do espectador à série bem
melhor.
Um outro grande coadjuvante e relevante para a história é o personagem Edward
Vogler, que de certa forma citei um pouco mais acima ele brilha quando entra em
diálogo com House, tentando aplicar algum tipo de ética ou moral comum da gente
nesse médico. O seu intérprete é Chi
McBride. Outro ator fantástico com excelente trabalho como chefe, porém senti
um pouco de alivio quando o personagem, não confunda com o ator, sofreu uma
reviravolta na história.
O resto dos coadjuvantes e participantes, repetindo são inúmeros. Temos atores
famosos como David Henrie, Currie Graham, Skye McCole Bartusiak e assim vai. Já
outros com atuações fantásticas e convincente como Daryl Sabara (Para mim o
melhor de todos os que participaram, senão me engano o episódio dele é o 9 ou
10), Sarah Clarke, Vivian Bang, Dominic Purcell e John Cho. Em suma há uma
quantidade enorme de participação e é cansativo falar de todos, eu falei desse
mais por causa de sua bela atuação e pelos seus pais e nome na praça.Outrossim é o elenco principal, como a série tem 8 temporadas e pretendo fazer
de todas, eu irei trabalhar não agora todos de vez, porém os mais notórios ou
que eu perceba que irão acabar saindo. A depender da temporada falarei desses
atores e tentarei abordar a evolução do ator e de seu personagem se ocorrer.
O primeiro dele e o que não poderia deixar para depois é o Hugh Laurie.
Sobre o autor,
é do tipo de ator que especulando aparenta não procurar grandes filmes
ou obras meramente por tutu, grana, ''bufunfa'', dinheiro. Se você parar para
pesquisar sua biografia, especificamente filmografia perceberá que ele
participa e atua em papeis que tenham uma certa complexidade entendimento e profundidade.
O único, que talvez você conheça é o Dr. House, porém teve outros como Richard
da série The Night Manager. Mas vale a observação que nem todos os papeis são
profundos, teve atuação que ele era o ladrão dos 101 dálmatas. O Jasper. Que de certa forma é um bom filme e
creio que fez parte da infância de muitos leitores.
Enfim, voltando sobre o ator, privadamente ele entra fácil na minha lista de
atores prediletos, os queridinhos do tio. Brincadeiras a parte. Eu gosto muito
mesmo do trabalho feito dele como o médico de Dr House. Apesar que em
comparações a outras temporadas ele se sai muito melhor que a primeira. Porém o
foco é a primeira, sobre ela ele consegue transmitir uma empatia e raiva do
médico ao mesmo tempo, e isso ratificando aos leitores fieis é difícil. Repito,
é algo trabalhoso transmitir sentimentos ou causar sentimentos antagônicos. E
que consiga te convencer de tal forma que você se sente espectador ao vivo de
tudo o que ocorre. Em suma, eu adoro a atuação dele e só tende a melhorar em
outras temporadas.
Sobre o seu personagem, o renomado e controverso médico Doutor Gregory House
que ele interpreta. Bom é uma das personas mais complexas e rasas ao mesmo
tempo. Baseado em minha interpretação
eu enxergo ele um ser complexo, visto que ele enfrentou tantas batalhas e
problemas para chegar onde chegou, claro não é um lugar que alguém queira, mas
digo isso no âmbito do seu intelecto, pois não chega ser algo ''viajado'' e sim
palpável a sua inteligência e esperteza. Porém você pode simplesmente
interpretá-lo como um viciado em remédio, egoísta, narcisista, egocêntrico,
orgulhoso, frio, calculista, sem ética, mal caráter e capenga. Está errado? Bom
não está, porém essa é a parte mais rasa dele. Sua funcionalidade é bem
simples, resolver casos difíceis para médicos convencionais e provar sua
inteligência. Além disso ele tenta lidar com sua dor crônica na perna.
Informações mais do que isso eu acabarei estragando sua experiência com a
série, e é uma coisa que meu amigo eu realmente não quero.
Uma outra grande atriz que preciso falar, mesmo de forma resumida é Jennifer
Morrison. Que interpreta a Dra. Allison Cameron. A sua atuação é boa, e muito
mais relevante a história do que de seus colegas. E claro a sua personagem é
bem mais complexa e trabalhada pelos roteiristas, logo demanda uma performance
notória. Sobre sua personagem, além de ser como uma ''mãe'' para os seus
colegas ela chega a ser aquela mulher caridosa, doce e gentil. Porém em dados
momentos essas características são bem irritantes, sinceramente. Mas não me
leve a mal, tem situações que os diretores e roteiristas mostram que as vezes
ser frio e calculista aparenta ser a melhor saída.
Sobre o resto da equipe e os ''amigos'' de House, falarei em momentos
posteriores, fiquemos com esse, por motivos de serem o que mais chama atenção
na temporada.
Sobre edição, falando mais de forma geral é boa. Talvez o que chame mais
atenção são os efeitos gráficos mostrando nossos órgãos e como funciona, e isso
é bem legal mesmo. Sobre a montagem de cenas, é aquele padrão de corte, uma
cena de transição e vai para algum outro ator em cenário diferente, ou ''basicão'' tela preta (que deveria ir para as propagandas, mas na Netflix não tem isso.
Chupa capitalismo, ou não) e entra outra cena. Com a musica tema de fundo. Mas
uma coisa que vale salientar, quando os atores se movimentam eles se utilizam
de praticamente quase todos os recursos, telas tremidas, corte e tela preta e
até é melhor para o entendimento de que aquela cena continua.
Sobre trilha sonora é boa, particularmente não faz meu estilo musical. Mas
reconheço e dou o valor que é um ponto muito positivo vindo da série, porém a
depender das pessoas que assistam será algo que esperará o fim do episódio para
descobrir a trilha sonora utilizada para dar aquele impacto final ou algo que
se torne um clichê, e digo isso em um tom negativo. Em suma, temos também
aquela musiquinha tema, que é bem marcante, pelo simples fato de ocorrer de
você se apegar à série.
O cenário é algo um pouco engraçado, pois os diretores tentam de certa forma
fugir dos cenários óbvios basicão, como o quarto, sala de diagnóstico,
administração, saguão e a clínica. Aparentemente parece ser vasto o cenário, de
certa forma existem vários cômodos, porém ficam limitados no hospital, isso de
certa forma fica enjoativo. Então nessa tentativa de quebrar esses aspectos, os
diretores forçam umas cenas em lugares que sua reação é bem tipo ''wtf'' e que
fogem mais ainda da realidade quebrando a imersão a série.
Considerações finais. Bom, obviamente as primeiras temporadas tem um dever
árduo, em apresentar a essência da série, proposta e os personagens. Porém há
aquelas séries que não estão ligando em criar um suspense ou curiosidade, em
suma, artifícios que te prendam a ela logo de cara. O que acontece que House
''bebe'' dessas duas fontes. Devido a sua estrutura procedural e que no fim dos
primeiros episódios não temos algo a se agarrar. Todavia, o que fez eu me
encantar pela série foi a personalidade do House, aquele seu lado sarcástico,
irônico e ''pn'' para o mundo. Somado a isso uma leve afinidade a área de
saúde.
Em suma, talvez esses motivos te convençam e façam você querer acompanhar e até
maratonar. Ou faça odiar logo de cara quando aparecer aquela bengala e ele
usando uma ironia. Ou talvez você não entenda as referências e ''piodacas''
apresentadas. Contudo, aonde eu quero chegar é que essa série é muito 8 ou 80,
ou você ama de cara ou você odeia de cara. Digo isso porque tem muita gente que
eu conheço e é da área de saúde e não suporta esses tipos de séries,
principalmente essa.
Enfim, as partes técnicas dela são boas, as edições são razoáveis e aceitáveis.
Trilha sonora é bastante legal, os personagens na sua grande parte são
cativantes e tem boa ''química'' entre eles. A história, apesar de dados
momentos ser muito viajada, trabalha com vários temas comuns e incomuns de
forma clara e objetiva. Então posso afirmar que a nota pode chegar a um 9
facilmente, porém até aí. Apesar de ser fã e umas das poucas séries que
acompanhava que era guri, admito que essa temporada em si não chega ao
potencial de outras. E mesmo sem comparar ela peca em algumas ''forçação de
barra''.
Uma boa medida para os leitores que querem aumentar seu repertório de ironia e
sarcasmos, esclarecer mais ou menos como é o estilo de vida de uma pessoa da
área de saúde, e o mais importante, como não agir feito um babaca.
Escrito por: Tauan Santos
Obs¹: É serie pra ter vários roteirista e diretores, como frase inicial eu
comecei a crítica, e realmente meus amiguinhos, praticamente são um roteirista
e um diretor pra um episódio. Como já falei o que acho disso, o que importa
nessa observação que optei não por colocar os créditos, pois ficaria muito
poluído de nomes que provavelmente quase ninguém ia parar para ler. Enfim deixarei
o link de um site que dá os devidos créditos.
https://www.adorocinema.com/series/serie-238/temporada-19806/elenco/
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