Blade Runner 2049

Filme de ação, suspense e ficção cientifica, consegue acertar nos três gêneros. Sinopse do filme: "Califórnia, 2049. Após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um Blade Runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles. Após encontrar mais um dos foragidos, K descobre um fascinante segredo: uma replicante teve um filho, mantido em sigilo até então. Sendo assim K foi envie para encontrar e eliminar a criança".
O primeiro ato do filme é o mais importante com certeza, tudo que acontece aqui é relevante ao decorrer do filme. Informações, dados, tudo tem que ser bem analisado e bem observado, pois caso perca um detalhe pode ser que nos próximos atos não entenda quando ele for lembrado ou mencionado. Aqui conhecemos também a rotina do Agente K, para que possamos nos simpatizar com ele e com a situação que ele passa.
O segundo ato é o mais lento de todos, por se tratar de um ato mais investigativo, onde ele precisa descobrir a verdade sobre os fatos. No segundo ato parece que há uma tentativa de plot twist, mas a revelação foi tão simples que parece clichê, mas é muito importante para o decorrer dessa história. Harrison Ford aparece nesse ato, personagem dele é muito bom.
O terceiro ato pode ser o mais confuso de todos, se você não tiver prestado atenção ao primeiro ato. É aqui que tudo é parcialmente resolvido, dando uma brecha enorme para o futuro da franquia, onde as ações dos personagens podem causar um enorme estardalhaço. E termina de maneira agridoce.
Das atuações preciso destacar Ryan Gosling, Sylvia Hoeks e Ana De Armas.
Ryan Gosling como Agente K, num papel em que ele desempenha brilhantemente, não tenho nada para criticar. Ele consegue passar o lado robotizado de um replicante de maneira bem natural, enriquecendo muito mais a sua atuação. Sylvia Hoeks como Luv, que mulher fodástica, parece uma replicante tão simples, tão delicada, mas com o passar do tempo, ela se mostra uma lutadora e uma estrategista. E Ana De Armas como Joi, que mulher, não tem como não gostar da personagem nem da atriz, Joi é uma espécie de inteligência artificial, mas apesar disso é a "mais humana" dos três.
Harrison Ford como Rick Deckard, fez o que se esperava dele, por estar mais velho o personagem não é como antes, mas ainda é muito inteligente, por isso sobre viveu por muito tempo. Jared Leto como Niander Wallace, apesar de pouco tempo em tela, Leto consegue passar o ar de ricaço excêntrico que quer controlar tudo. Robin Wright como Tenente Joshi, também com pouco tempo de tela, mas consegue atuar de maneira convincente, sendo uma outra personagem mulher com muita força e muita autoridade.
O resto dos personagens foram usados de maneira esporádica no filme, com atitudes pontuais que são importantes para conduzir o fluxo do filme. Davi Bautista, Mackenzie Davis, Carla Juri, Barkhad Abdi, Lennie James e David Dastmalchian.
O roteiro de Hampton Fancher e Michael Green, é bem feito, fazendo com que os personagens fossem ganhando empatia ou um pouco de ranço. O roteiro aparente mente sem furos visíveis, sem diálogos expositivos, que eu odeio. Fantástico e o mais impressionante por se tratar de um futuro daqui a 30 anos.
A direção de Denis Villeneuve, fico sem palavras. Quem leu a crítica de Assassino: Primeiro Alvo, sabe o que mais me irritou na direção foi os cortes desnecessários e as câmeras girando. Denis é muito bom nesse quesito, os cortes são pontuais e no momento certo. As câmeras giram de maneira sutil, mas nesse filme você fica desnorteado, não confuso, sabendo para onde olhar, o que deixa imersivo no filme.
Equipe técnica
Produção: Andrew A. Kosove, Broderick Johnson, Bud Yorkin e Cynthia Sikes. Produção executiva: Ridley Scott, Tim Gamble, Frank Giustra, Yale Badick, Val Hill e Bill Carrero. Efeitos visuais realistas e usados de maneira brilhante, parabéns a John Nelson por isso. A trilha sonora casa muito bem com o filme, do incrível Hans Zimmer, de Johann Johannsson e do Benjamin Wallfisch.
Preciso pôr as notas do Rottem,
89%, e do Metacritic, 82. Que filme incrível, Ryan Gosling num papel bem a cara
dele, robotizado, mecânico, sem expressões. Ana De Armas, com uma carga
dramática muito grande e muito bem moldada. E a direção de Denis Villenueve.
Por isso tudo que eu dou uma nota 10 para esse filme, sem precisar explicar
mais. Filmão para o final de semana.
Escrito por: Nailton Almeida
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